Nota: para compreender este texto, será necessária a leitura dos dois posts anteriores.
É neste embate entre a síndrome da Cinderela e a Síndrome do Peter Pan que podemos encontrar a razão para muitos insucessos amorosos.
Hoje, compreendo que muito do nosso sofrimento é arquitetado por nós mesmos. Idealizamos e vemos "o outro" como gostaríamos que ele fosse, e não como ele realmente é! Enxergamos "o outro" PERFEITO, segundo a NOSSA ÓTICA, consoante a NOSSA VONTADE. E o resultado disso é desastroso, de grandeza diretamente proporcional: quanto maior a idealização, maior a frustração!
Ou desconhecemos completamente a alma humana ou possuímos uma visão excessivamente romantizada das pessoas. Em "Colunas do caráter", livro de cabeceira do meu pai, o diagnóstico do apóstolo Paulo acerca dos homens é contundente: "Cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia." (Romanos 1:29-31). Eis o natural dos mortais. A minoria, porém, seja pela educação moral rígida que receberam, seja pela educação religiosa, tem alguns desses traços atenuados, amortizados.
Se, de forma bastante realista, estivermos preparados para nos relacionar com este outro essencialmente vil, as possibilidades de nos decepcionarmos diminuem drasticamente, pois tudo de bom que ele vier a nos oferecer será lucro.
Ou desconhecemos completamente a alma humana ou possuímos uma visão excessivamente romantizada das pessoas. Em "Colunas do caráter", livro de cabeceira do meu pai, o diagnóstico do apóstolo Paulo acerca dos homens é contundente: "Cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia." (Romanos 1:29-31). Eis o natural dos mortais. A minoria, porém, seja pela educação moral rígida que receberam, seja pela educação religiosa, tem alguns desses traços atenuados, amortizados.
Se, de forma bastante realista, estivermos preparados para nos relacionar com este outro essencialmente vil, as possibilidades de nos decepcionarmos diminuem drasticamente, pois tudo de bom que ele vier a nos oferecer será lucro.
O mínimo, porém, que se espera depois dessa "projeção hollywoodiana + decepção" é que a suposta "vítima" tenha dignidade para não denegrir a imagem alheia:
"Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome"
Retornando à "Guerra dos Sexos", existem mulheres que encontram sapos, Peter Pans, e querem porque querem transformá-los em príncipes. O termômetro da "intuição feminina" falta estourar alertando que o relacionamento já começou fadado ao fracasso e mesmo assim elas insistem... depois colocam a culpa num tal de "dedo podre" e se transformam em mulheres amargas, desiludidas, as ditas "mal-amadas" - se é que sequer foram amadas pelo fulano: "A boca fala daquilo que o coração está cheio" (Mt 15, 18), como sabiamente destaca minha amiga Thaís Magalhães.
Para mim, o raciocínio é simples: Se procuramos príncipes encantados, a probabilidade de encontrarmos sapos será infinitamente superior às mulheres que buscam homens imperfeitos, cheios de falhas, dispostos a crescer juntos e a evoluir como pessoa em prol do relacionamento. Daí, a chance de construir uma relação saudável e feliz torna-se muito maior e REAL.
Hoje, não raro, lemos na internet algumas frases hilárias:
O amor não te faz sentir borboletas no estômago, o nome disso é fome. O amor é outra coisa.;
O amor não te deixa molinho e manhoso. O nome disso é Rivotril. O amor é outra coisa.;
O amor não te faz acreditar em falsas promessas. O nome disso é campanha eleitoral. O amor é outra coisa.;
O amor não nos faz perder a noção do tempo. O nome disso é horário de verão. O amor é outra coisa.
e eu completaria: paixão, histeria, posse, obsessão é pura confusão, amor é outra coisa.Infelizmente, alguns são tão conscientes da sua inaptidão para o amor ou não se reconhecem como pessoas naturalmente amáveis que para impedir a monotomia de uma vida sem amor e não ter de admitir que sua vida "passou em branco", confundem esses sentimentos pertubadores com amor. E então começam a representar para si, e principalmente, para os outros, a comédia do amor; elegem alguém que lhe seja submisso intelectual, financeira ou emocionalmente, ou que more do outro lado do país, quiçá do mundo. E a comédia do amor ganha requintes de verdade à medida em que o subconsciente covarde escolhe um parceiro que lhe seja dependente de alguma forma, garantindo assim que o romance dure o tempo necessário para provar que existe um alguém que ele possa chamar de seu.
Laura Dourado Loula

