Mas eu olhava esse menino com um prazer de companhia,
como nunca por ninguém eu não tinha sentido.
Achei que ele era muito diferente (...)
Fui recebendo em mim um desejo de que ele não fosse mais embora,
mas ficasse, sobre as horas, e assim como estava sendo (...)
Só meu companheiro amigo desconhecido.
Acho que nós dois éramos mesmo pertencentes (...)
Entendi aquele valor.
Amizade nossa ele não queria acontecida simples, no comum (...)
A amizade dele, ele me dava.
E amizade dada é amor.
Guimarães Rosa
